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A nuvem agrega mais valor à educação do que se pode estimar

O uso de novas tecnologias começa quando elas se tornam acessíveis em qualquer lugar e a qualquer tempo. Na educação, este tipo de percepção se torna mais clara. Por exemplo, é comum que uma escola seja valorizada pela quantidade de laboratórios que oferece aos alunos. Mas, na Era dos Dados, a gestão da informação perpassa o espaço físico de um laboratório de informática e deve ser planejada como um canal de uso de recursos tecnológicos de acordo com a demanda e necessidade da aplicação a ser desenvolvida ou utilizada.


Hoje, a possibilidade de uso de laboratórios de informática instalados em servidores remotos que se localizam em grandes centros tecnológicos facilita a disponibilização de recursos computacionais, sejam eles de processamento, de armazenamento ou de ferramentas de desenvolvimento ou análise de dados. Os laboratórios em nuvem, não são virtuais. Na verdade são lugares reais, com processadores e memórias, adequados à sua aplicação e que podem ser acessados por “terminais servers” de maneira remota em qualquer lugar do planeta durante 24 horas por dia, sete das por semana.


O que você acharia de uma escola, ou de uma faculdade que oferecesse a todos os seus alunos ferramentas de programação (todas as linguagens e frameworks), ferramentas de banco de dados, painéis de análise de dados e de gestão da informação a qualquer momento e que poderiam ser acessados de qualquer em que estivessem conectados à internet?


É uma inovação, totalmente flexível quanto a tempo e espaço, que assegura que todo o trabalho desenvolvido seja “salvo” em ambientes individuais de construção de saberes e de armazenagem de portfólio. E já se tornou uma realidade em instituições inovadoras, que chegaram ao setor da Educação para estimular o saber, atendendo às necessidades e às demandas de um mercado muito intenso de novas metodologias e que precisam de mais e mais mentes capacitadas a entender os processos da realidade pós-pandemia.


Hoje tudo é digital. Cresce a demanda por contratações por meios digitais, cresce a demanda por canais compra e de entrega de alimentos, de roupas, de diversos utensílios. A reserva aérea, a reserva de transporte terrestre, a gestão dos recursos financeiros individuais e os pagamentos de contas, a solicitação de serviços e atendimentos de manutenção, bem como os de saúde, são todos remotos e disponíveis a qualquer tempo e a partir de qualquer lugar.


Instituições de Ensino como Faculdade Descomplica, Escola Técnica FAT, Empiricus Educação estão trabalhando com laboratórios de tecnologia da informação de última geração, atendendo demandas desde uso de aplicativos office do Windows (ou equivalentes) até o desenvolvimento de peças de comunicação com softwares de design, de animação 2D e 3D, bem como a gestão e análise de grandes bases de dados que permitem o desenvolvimento de saberes de aplicação de inteligência de dados aos diversos segmentos de negócios.


Tais laboratórios são o que existe de mais atual e inovador na estratégia de jornada do aluno, que com qualquer dispositivo, seja ele um smartphone, um tablet, um terminal “burro”, um laptop, pode acessar todos os recursos tecnológicos sem preocupação com quantidade de memória e de velocidade de processamento, pois todo o trabalho de processamento e execução ocorre no laboratório que está instalado em um servidor de performance prevista para os melhores resultados.


Desta forma a educação com o uso da tecnologia em nuvem traz aos estudantes a mesma forma de atendimento dos canais de streaming que substituíram as TVs a cabo, que substituíram as TVs abertas.


Os estudantes não querem se limitar a estudar no horário estabelecido do programa e mais ainda se limitar as informações da região onde estão localizados.


A educação utilizando recursos tecnológicos que flexibilizam o tempo que o aluno tem para estudar e permitem que a conexão ocorra de qualquer local onde o estudante estiver, com acesso à internet é mais que inovadora, mas acessível digitalmente, fisicamente e atemporal.

O uso de laboratórios remotos em nuvem, tem ampliado o acesso aos alunos e, mais ainda, vem diminuindo o desinteresse causado pela restrição de tempo e de espaço, ter que ir ao local onde o laboratório está, causas muito claras das altas taxas de evasão.


A sustentabilidade promovida pelo uso desta tecnologia é econômico-financeira, pois o custo de instalação e manutenção é significativamente mais baixo do que o relativo a instalações físicas de laboratórios que tem um valor associado de imobilização de espaço físico inerente a implantação.


Outro fator relevante de valorização do uso de laboratórios em nuvem é a sustentabilidade ambiental, com eles evita-se que sejam instalados dezenas, centenas, milhares de computadores que aquecem os ambientes, que utilizam componentes que apresentam baixo grau de degeneração, causando poluição ambiental em alto grau e por muitos e muitos anos.

A aplicação deste tipo de tecnologia é inovadora em diversas frentes que contribuem para a formação de jovens tecnologicamente competentes, atentos aos custos financeiros e ao cuidado ambiental.



Francisco Borges é consultor de Políticas Públicas de Educação da Fundação de Apoio à Tecnologia (Fundação FAT)

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