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Inadimplência educacional - Perspectivas 2024

O setor educacional privado vem de um grande trauma... PANDEMIA COVID 19.


Vale lembrar que a pandemia se iniciou em março de 2020 e terminou, oficialmente, em maio de 2023, ou seja, foram 3 anos de um mundo FANI: FRÁGIL, ANCIOSO, SEM SENTIDO e INCOMPREENSÍVEL.


O ano de 2023 foi o primeiro ano de normalidade, porém não tão normal assim, pois nem todas as instituições de ensino tiveram em 2023 o mesmo número de matrículas que tiveram antes de 2020. Algumas instituições chegaram a perder, ao longo da pandemia, 40% do número de alunos. Algumas escolas de educação infantil perderam, praticamente, 100% dos alunos e fecharam.


Além da evasão sem precedentes, muitas instituições de ensino privado (IEP) tiveram também enormes problemas com a inadimplência. Algumas aceitaram receber 50% das mensalidades em 2020 e o restante no ano seguinte. Ocorre que 2021 e 2022 também foram anos muito difíceis, logo a inadimplência explodiu ! O que fazer? Negociar! Mas isso não resolveu todos os problemas, pois muitos devedores não conseguiram negociar, mesmo amigavelmente, pois acumularam outras dívidas além da escola.


Sendo assim, a única solução foi iniciar a cobrança judicial desses débitos em 2023 (débitos de 2020, 2021 e 2022). O ajuizamento de ações cresceu 16% em 2021, 4% em 2022 e 12% em 2023, até o momento, totalizando um crescimento acumulado de 31%.


Isso quer dizer que a maioria das IEP tiveram em 2020 a maior inadimplência dos últimos 3 anos, a qual recuou um pouco em 2021 e voltou a crescer em 2022, lembrando que o ajuizamento ocorre após o término do ano letivo. É claro que esse número varia de região por região e também de acordo com o perfil do cliente da IEP.


Sendo assim, entendemos que 2023 tem sido o ano do recomeço. A maioria das IEP finalmente voltaram a trabalhar normalmente, mas ainda com um número menor de alunos do que tinham em 2020.


E 2024, como será?

Bom, acreditamos, firmemente, que 2024 vai ser melhor que 2023, que por sua vez, já foi melhor que 2022.


Analisando o ambiente externo, podemos afirmar com uma certa dose de certeza que alguns indicadores melhorarão.


Na economia, certamente teremos melhorias. A maioria dos analistas acredita que em 2024 teremos o seguinte cenário, senão vejamos:

  • Selic menor, podendo chegar a 9%;

  • Inflação – IPCA poderá cair a 3%;

  • Desemprego poderá cair para menos de 8%.


Vale lembrar que o desemprego é a principal causa da inadimplência educacional. Em seguida vem dívidas em geral como: água, luz, gás, bancos e, por último, cartão de crédito.


Em função desse cenário, relativamente positivo, cremos que as perspectivas para 2024 são boas para o setor educacional privado. Nesse sentido, cremos que as IEP terão (1) mais alunos que em 2023 e (2) que a inadimplência será menor do que nos últimos anos.


Agora, esse cenário será ainda melhor se a IEP tiver feito melhorias internas em sua instituição e se tiver feito um planejamento adequado para 2024. Para isso, o gestor pode utilizar as ferramentas de planejamento estratégico como as 5 forças de Porter e análise SWOT, onde avaliará quais são os pontos fortes e fracos no ambiente interno e quais são as oportunidades e ameaças do ambiente externo.


Desta forma, concluímos com otimismo, pois acreditamos que o ano de 2024 será um ano de crescimento, com mais alunos, com menos inadimplência e com melhores resultados!


Avante!



Luis Fernando Rodrigues é Diretor Geral da Camargo Rodrigues Cobrança Educacional. Advogado pela PUC-SP e Professor de Direito Empresarial.

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